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Desordens no Sistema Familiar

Duas das Leis Sistêmicas postuladas por Bert Hellinger são o direito de Pertencer (Pertencimento) e a Ordem (Hierarquia), onde os mais velhos têm precedência sobre os que chegaram depois. Muitos problemas na nossa família tem origem na violação dessas Leis. Excluir algum membro ou ocupar outro lugar que não o meu são exemplos simples dessa desordem sistêmica.

Muitas mulheres sofreram abortos e é muito comum não se falar sobre esse filho que não nasceu. Mas ele é um membro e não dar o seu lugar é excluir.

Outra dinâmica familiar muito comum é um filho ocupar o lugar de um dos pais.

Uma vez fizemos um teste no nosso núcleo familiar, uma brincadeira bem séria! Colocamos um lugar vazio na nossa mesa de refeição e colocamos cada um de nós numa sequência de ordem de chegada: o pai, a mãe, o primeiro filho, a cadeira “vazia” do irmão não nascido (segundo filho ou filha), depois a terceira filha e depois o quarto irmão. Falamos sobre essa ordem, sobre o irmão. Pedimos para que os meninos sentissem se aquele irmão não nascido era uma menina ou menino. Chegaram à conclusão que era uma menina. Discutimos qual nome teria e assim a batizamos. Imaginamos um pouquinho sobre como seria se ela estivesse aqui. E lamentamos a sua partida. Mas sentimos a força de sua presença, concordamos com o nosso destino e pactuamos em lembrar sempre do segundo lugar entre os irmãos. Esse exercício foi sobre “incluir”.

Logo depois fizemos outro exercício: pedimos para que cada um sentisse o lugar que estava sentado entre os outros. Depois pedimos para todos mudarem de lugar. Uma mudança aleatória, fora dessa ordem inicial. E então questionamos como se sentiam nesse novo lugar. E se preferiam ficar no novo ou no lugar anterior. Foi unânime! Todos se sentiram mais confortáveis no lugar de origem.

E assim, aproveitamos para falar sobre o lugar de cada um na nossa família.

Foi uma brincadeira, mas na verdade foi uma intervenção para os pequenos e para os grandes na nossa família. Incluímos um membro e trabalhamos a imagem interna de cada um sobre o lugar a que pertencemos.

Nas ilustrações podemos ver outro exemplo de desordem:

1) a ordem na família e 2) um filho que ao ficar entre os pais, cresce e sai do seu lugar de pequeno. Ocupa o lugar de companheiro (por amor incondicional, quer ajudar), afastando assim, os pais. A mãe olha para seu novo companheiro e não enxerga o verdadeiro. O outro filho também se alia ao pai, seguindo-o, por amor. Esse filho mais novo se identifica com o pai e pode repetir seu comportamento (“eu como você, papai”) ou sofrer no lugar dele (“eu por você, papai”). Ele pode adoecer ou apresentar o comportamento de exclusão familiar.

Na Constelação Familiar Sistêmica podemos visualizar essas e outras dinâmicas de maneira mais ampla e profunda, compreendendo melhor os distúrbios físicos, emocionais ou relacionais entre os membros de uma família ou de um outro sistema, como nosso local de trabalho, por exemplo.

A Constelação Familiar é um retrato dessa dinâmica, um holograma das almas de um grupo. Ver com outros olhos muda instantaneamente nossa postura e consequentemente, há um novo movimento, um movimento de solução!

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